Justiça obriga homem que não devolveu Pix errado a pagar R$ 1.500 de indenização por danos morais

Receba um Foto errada Pode parecer sorte, mas envolve sérias responsabilidades jurídicas e pode causar prejuízos significativos para quem insiste em ficar com o dinheiro. Com o avanço dos métodos de pagamento instantâneos, como o Pix, os tribunais brasileiros reforçam que o destinatário de um valor indevido não é o proprietário desse dinheiro e deve agir com transparência para corrigir o erro, sob pena de responsabilidade civil e criminal.

O que aconteceu no recente caso de Pix errado em Brusque?

No caso julgado em Brusque (SC)o tribunal entendeu que gastar ou reter dinheiro recebido indevidamente constitui apropriação indébita. O réu recebeu um Pix incorreto, ignorou mensagens do verdadeiro dono e não tomou nenhuma iniciativa para devolver o valor.

Por essa conduta de má-fé, foi condenado a devolver cada centavo, com juros e correção monetária, além de pagar R$ 1.500,00 por danos morais. O Justiça reconheceu que o estresse de ter que “mendigar” pelo próprio dinheiro supera o mero aborrecimento, aumentando os custos processuais e honorários advocatícios.

Justiça obriga homem que não devolveu Pix errado a pagar R$ 1.500 de indenização por danos morais
Ignorar um Pix errado pode gerar dor de cabeça e ações judiciais

O que diz a lei sobre recebimento de Pix indevido?

Quando alguém recebe um Pix por engano, percebe o erro e ainda decide gastar ou reter o valor, corre o risco de ser enquadrado pelo crime de peculato. O valor permanece propriedade de quem realizou a transferência, e o depósito indevido não transforma o destinatário em legítimo proprietário.

VEJA  Advogado alerta sobre três descontos proibidos que podem estar reduzindo seu salário sem você perceber

Manter o valor indevido na conta, ignorar pedidos de reembolso ou bloquear o remetente, é interpretado como má-fé. Além da esfera criminal, a conduta abre espaço para ações cíveis, com a obrigatoriedade de devolução do valor com juros, correção e outros acréscimos, já que a boa-fé deve nortear o uso do Pix para quem envia e para quem recebe.

Quem não devolver o Pix errado pode pagar danos morais?

Além da restituição do valor, decisões recentes reconhecem a possibilidade de indenização por danos morais em favor de quem sofre o prejuízo. Quando a vítima precisa insistir, ligar para o banco, a polícia e o judiciário para recuperar o próprio dinheiro, o desgaste vai além do simples desconforto do dia a dia.

Nessas situações, o destinatário que não devolver o Pix poderá ser condenado às seguintes consequências jurídicas:

  • Reembolsar a totalidade do valor enviado indevidamente, com atualização monetária;
  • Pagar indenização por danos morais por resistência injustificada à cooperação;
  • Pagar custas judiciais e honorários advocatícios;
  • Responder a investigação criminal por peculato.
Justiça obriga homem que não devolveu Pix errado a pagar R$ 1.500 de indenização por danos morais
Ele pegou o Pix errado e foi condenado a pagar muito mais

Como agir ao notar um Pix enviado ou recebido por engano?

Quando o erro for identificado, tanto quem enviou quanto quem recebeu o Pix devem agir de forma rápida e documentada. Essa postura reduz conflitos e pode evitar ocorrências policiais ou processos judiciais, além de demonstrar boa-fé às instituições financeiras.

VEJA  Tônico capilar acessível atrai a atenção de mulheres com mais de 35 anos que percebem o início da queda de cabelo

Para quem fez o Pix errado, é recomendado tentar entrar em contato respeitosamente com o destinatário, registrar o erro no banco e solicitar o Mecanismo Especial de Retorno (MED). Quem recebeu um Pix indevido deve avisar o banco, responder ao remetente e evitar movimentar o valor até a devolução, guardando recibos que comprovem sua colaboração.

Por que devolver imediatamente um Pix errado evita problemas maiores?

A devolução espontânea do Pix errado é vista pela Justiça como um forte sinal de boa-fé e tende a afastar interpretações mais rígidas na esfera criminal. Quando o destinatário atua de forma colaborativa, o episódio geralmente termina com o relacionamento entre as partes ou com a intermediação do banco, sem necessidade de ação judicial.

Ao devolver o dinheiro assim que perceber o erro, o destinatário evita bloqueio judicial de contas, litígios morosos, riscos de investigação policial e histórico negativo em processos cíveis. Num cenário onde o Pix é o principal meio de pagamento no Brasilretornos rápidos são a forma mais segura de evitar perdas financeiras e de imagem.

Veja também

stm-estabelece-prazo-de-10-dias-para-bolsonaro-responder-a-acusacoes-que-podem-levar-a-perda-de-patente

STM estabelece prazo de 10 dias para Bolsonaro responder a acusações...

Nesta terça-feira (2/10), o Superior Tribunal Militar (STM) abriu uma etapa decisiva no processo que poderia levar a perda da patente...
Notícias
3
minutes
corte-de-2-milhoes-de-beneficiarios-do-bolsa-familia-abre-vaga-na-lista-de-espera-e-fixa-valor-medio-em-r$-691

Corte de 2 milhões de beneficiários do Bolsa Família abre vaga...

O Governo Federal consolidou a maior revisão cadastral da história do programa ao atingir a marca de dois milhões de desligamentos...
Notícias
4
minutes
elimine-os-cabelos-grisalhos-com-metodos-naturais-que-restauram-o-brilho-e-tratam-os-cabelos-sem-usar-amonia-ou-ppd

Elimine os cabelos grisalhos com métodos naturais que restauram o brilho...

A busca por métodos menos agressivos de cobertura dos cabelos grisalhos impulsionou o mercado de cosméticos naturais e hipoalergênicos em 2026....
Notícias
4
minutes
estudante-recebe-r$-200-mil-pix-por-engano-e-espera-quatro-dias-para-poder-devolver-o-dinheiro

Estudante recebe R$ 200 mil Pix por engano e espera quatro...

Um erro de transferência bancária transformou a rotina de um jovem universitário que se viu com uma fortuna inesperada em sua...
Notícias
4
minutes
spot_imgspot_img