As críticas de governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República em 2026, Ronaldo Caiado (PSD)ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reacendeu o debate político nacional ao apontar a falta de decisões estruturantes no gestão federal.
Como foi o discurso de Ronaldo Caiado sobre Lula e o governo federal?
Durante o evento Diálogos sobre Saúde – Eleições 2026em São Paulo nesta segunda-feira (2/9), Ronaldo Caiado chamou Lula de “retrógrado” e “folclórico”, dizendo que o presidente “não consegue pensar no Brasil adiante”. Segundo o governador, o governo ficaria preso a promessas simbólicas, sem avançar num projeto consistente de desenvolvimento nacional.
Caiado afirmou que Governo Lula não tomou “nenhuma decisão relevante” em dois anos de mandato, limitando-se, a seu ver, a discursos contra casas de apostas, banqueiros e bilionários. Ele acusou o Planalto de transformar críticas em retórica, sem convertê-las em medidas práticas que possam redesenhar a economia e as políticas públicas. Veja o discurso de Caiado em entrevista com Jovem Pan:
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou a gestão federal, classificando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “retrógrado” e incapaz de projetar o futuro do país. Ao comentar a discussão da jornada de trabalho, Caiado minimizou o… pic.twitter.com/DqGLKMyich
— Jovem Pan News (@JovemPanNews) 10 de fevereiro de 2026
Como Caiado criticou a segurança pública e a gestão da saúde?
Na área de segurança públicaCaiado disse que o governo federal fala muito sobre violência, mas não toma ações efetivas e de longo prazo. Para ele, a ausência de decisões claras demonstra uma gestão que prioriza comunicados, ao invés de estratégias integradas com estados e municípios.
Antes hospitais, clínicas, laboratórios, entidades de saúde e representantes da sociedade civilo governador usou a saúde como vitrine de sua visão de gestão. O encontro, promovido pelo SindHosp com apoio da Fesaúde, foi apresentado por ele como um exemplo de como articular setor produtivo, regulação e resultados concretos na formulação de políticas de saúde:
- Críticas à falta de decisões federais sobre segurança pública;
- Cobrar por ações concretas na regulação das apostas e do sistema financeiro;
- Defesa de políticas integradas de saúde para o setor produtivo e entidades civis;
- Destacar saúde, segurança e economia como eixos estratégicos para 2026.
Como as linhas impactam o cenário de 2026?
Ronaldo Caiado apresentou-se como uma alternativa na área de certo para 2026, defendendo a existência de candidaturas múltiplas e não de um único nome. A aposta é ocupar desde cedo espaço entre empresários, dirigentes do setor da saúde e agentes económicos, testando agendas e linguagem.
Ao insistir que Lula não entrega “resultados concretos” ou “medidas estruturantes”, tenta construir a imagem de um gestor focado na eficiência e no planejamento. Segundo Caiado, temas como saúde, segurança, investimentos, ambiente de negócios e responsabilidade fiscal deverão organizar o eixo central da disputa presidencial:
- Marcar posição como pré-candidato à Presidência em 2026;
- Busca de apoio entre empresários do setor de saúde e produção;
- Diferenciação em relação ao estilo de governo atribuído a Lula;
- Centra-se em temas estruturais como foco principal do debate eleitoral.
Como a disputa narrativa se intensificará até 2026?
As declarações de Caiado fazem parte de uma acalorada disputa narrativaem que tenta dialogar com eleitores que exigem reformas e clareza nas políticas públicas. Enquanto isso, o governo Lula enfatiza os programas sociais, o aumento da renda e a inclusão como pilares de suas ações.
Ao incentivar múltiplas candidaturas à direita, Caiado sinaliza a reconfiguração deste campo desde 2022, com novas lideranças e estratégias. A presença em eventos temáticos, como os Diálogos de Saúde, reforça a tendência de que o debate sobre o futuro do país ocorra em arenas específicas, nas quais os pré-candidatos procurarão demonstrar domínio técnico e capacidade de articulação:
- Disputa por espaço entre diferentes lideranças de direita;
- Centralidade da saúde, segurança e economia no debate público;
- Utilização de entidades civis e setoriais como palco de agendas eleitorais;
- Influência da percepção dos resultados concretos na decisão do eleitor.





