Pesquisas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4continuar a mobilizar autoridades e residentes de Bacabal, no interior do Maranhão19 dias após o desaparecimento das crianças. O caso, registrado em 4 de janeiro de 2026, mantém as atenções voltadas para o Quilombo de São Sebastião dos Pretos e para a região de Rio Mearimonde equipes especializadas ainda buscam pistas que possam indicar o paradeiro dos irmãos.
Quem é Anderson Kauã e como ele veio ajudar nas buscas?
Nesse cenário, a participação de Anderson Kauã, primo dos filhos, tem chamado a atenção. O menino de 8 anos, que também desapareceu com os irmãos e foi encontrado com vida dias depois, passou a colaborar diretamente com a busca após receber alta médica, sempre acompanhado por equipe multidisciplinar.
Após receber alta médica nesta terça-feira (20/1), Anderson acompanhou uma equipe especializada até a área de mata onde esteve com os primos antes de se separar deles. De acordo com Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA)o menino indicou às autoridades o caminho até uma cabana abandonada, a “casa caída”, próxima às margens do rio Mearim.
Que ações estão em curso no Rio Mearim e na “casa caída”?
A operação de busca por Ágatha e Allan envolve mais de 500 pessoas, entre Polícia Civil, Bombeiros, Marinha e moradores da região. Como a cabana destacada por Anderson foi identificada como ponto-chave, grande parte do esforço concentrou-se na área florestal ao redor da “casa caída” e ao longo do leito do rio Mearim.
No rio, os mergulhadores usam sonar de varredura lateral para mapear o fundo em águas turvas, enquanto em terra eles examinam trilhas, florestas densas e propriedades rurais. Para organizar essas ações, as equipes estruturaram frentes de trabalho coordenadas com as comunidades locais:
- Varredura de solo em áreas de mata e trilhas próximas ao quilombo.
- Busca aquática com mergulhadores e sonar de varredura lateral no rio Mearim.
- Apoio de comunidades quilombolas e produtores rurais da região.
- Acompanhamento constante de novas denúncias, reclamações e imagens de moradores.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou nas redes sociais que as obras continuam com prioridade no leito do Rio Mearim. Segundo ele, o objetivo central é oferecer respostas à família das crianças, à comunidade de São Sebastião dos Pretos e à população que acompanha o caso.
Qual é a principal linha de investigação do desaparecimento?
A investigação é conduzida por uma comissão especial da Polícia Civil, com profissionais da Superintendência de Homicídios e Proteção Individual (SHPP), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e da Delegacia Regional de Bacabal. Esta estrutura procura cruzar informações, ouvir testemunhas e explorar diferentes cenários que possam explicar o desaparecimento dos irmãos.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, nenhuma linha de investigação foi descartada. A hipótese mais provável é que as crianças tenham se perdido na floresta após saírem para brincar, mas outras possibilidades ainda estão sendo analisadas, a partir de depoimentos e investigações em localidades vizinhas ao quilombo.
Como o depoimento de Anderson influencia os próximos passos?
Desde 7 de janeiro de 2026, quando Anderson foi encontrado por três produtores rurais no povoado de Santa Rosa, a aproximadamente quatro quilômetros em linha reta do último ponto onde estava com os primos, sua história se tornou elemento central. A polícia utiliza as informações fornecidas pelo menino para reconstruir rotas e definir áreas prioritárias de busca.
As equipes continuam combinando o depoimento de Anderson com dados de mapeamento da floresta e do rio, revisitando pontos já pesquisados com novos equipamentos. Ao mesmo tempo, profissionais de saúde e assistência social mantêm apoio psicológico ao menino, visando protegê-lo enquanto ele dá detalhes sobre o dia do seu desaparecimento.





