A localização do corpo da corretora imobiliária Daiane Alves Souza, 43 anosem uma área florestal Caldas Novas (GO)colocou o caso de volta no centro da atenção do público. O desaparecimento, registrado em Dezembro de 2025já mobilizou diferentes frentes do Polícia Civilvinha sendo acompanhado por moradores e autoridades locais e agora se consolidou como uma investigação sobre crime contra a vidacom prisões e investigações em andamento.
Como foi encontrado o corpo do corretor em Caldas Novas?
O corpo do corretor foi localizado na madrugada desta quarta-feira (28/1) em uma região de mata no município de Caldas Novas, no sul de Goiás. A identificação de Daiane foi baseada em elementos preliminares coletados no local e será confirmada por exames periciais do Instituto Médico Legal.
A operação contou com a participação integrada de GIH (Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas)de GID (Grupo de Investigação de Pessoas Desaparecidas) e de DIH (Departamento Estadual de Investigações de Homicídios). A área florestal foi isolada para perícia, que deverá identificar as causas e circunstâncias da morte, incluindo possível hora do óbito. Veja a publicação da Polícia Civil:
Quem são os presos e qual o papel do síndico?
Durante a mesma ação policial em que o corpo foi localizado, o administrador do condomínio Amethist Tower, Cléber Rosa de Oliveirae seu filho. Ambos são investigados por suspeita de participação no assassinato do corretor e foram presos na madrugada em Caldas Novas.
O síndico ganhou destaque na investigação por ocupar posição estratégica dentro do condomínio, com acesso a áreas comuns, sistemas e rotinas internas, além de contato frequente com moradores. Para organizar os principais pontos já divulgados pela Polícia Civil a respeito dessas prisões, veja o resumo abaixo:
- Prisão do síndico e de seu filho realizada na madrugada em Caldas Novas;
- Ambos investigados por suspeita de participação no assassinato de Daiane;
- Informações completas sobre a função de cada pessoa permanecem confidenciais.
Como ocorreu o desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza?
O desaparecimento de Daiane, em 17 de dezembro de 2025, começou com uma queda de energia em seu apartamento na Torre Ametista. Ela desceu de elevador até o porão para verificar a situação e falou com o porteiro, segundo registros de câmeras de segurança, que mostram o corretor entrando no elevador pela última vez.
Um ponto que chamou a atenção da polícia foi o fato de a porta do apartamento ficou destrancadaindicando que ela não pretendia se ausentar por muito tempo. Daiane gravou a viagem no celular para enviar para uma amiga, mas o último vídeo, feito no subsolo, não foi encaminhado e há um corte de cerca de dois minutos nas imagens dessa área.
Como evoluiu a investigação até a descoberta do corpo?
Nos primeiros tempos, o caso era tratado como desaparecimentosob responsabilidade de unidades especializadas em localização de pessoas. Com o acúmulo de provas, a investigação passou para o GIH de Caldas Novasque criou uma força-tarefa com apoio do GID e do DIH e reclassificou o caso para investigação de homicídio.
As equipes analisaram imagens de câmeras, depoimentos, dados telefônicos, equipamentos eletrônicos e sistema de monitoramento do prédio. Estas diligências levaram, em janeiro de 2026, à localização do corpo numa área florestal e à detenção do administrador da propriedade e do seu filho, enquanto a investigação permanece confidencial para não comprometer futuras ações.





