A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aplicou recentemente uma multa significativa à fábrica da EMS, localizada em Hortolândia, São Paulo. Este desenvolvimento ocorreu após anos de disputas jurídicas e inspeções rigorosas que resultaram em penalidades devido a problemas de saúde. A multa de R$ 150 mil foi estabelecida após a identificação de uma série de infrações que apresentavam potencial risco à saúde, categorizado como “alto” pelo órgão.
Em 2015, durante visita de inspeção, 23 falhas foram elencadas pela Anvisa, o que levantou preocupações sobre a segurança e a conformidade das operações do SGA. As falhas incluídas registros imprecisos e práticas de monitorização inadequadas. Além disso, constatou-se mau funcionamento de equipamentos e presença de operadores sem uso adequado de máscaras em áreas assépticas. Tais condições levaram a um processo contínuo de recursos por parte da empresa, que durou até a sua recente conclusão em 2025.
Quais foram as infrações observadas pela Anvisa na fábrica da EMS?
As principais infrações apontadas pela Anvisa na fábrica da EMS incluíram problemas com a precisão dos registros operacionais e falhas no monitoramento eficaz de sistemas críticos como o de água.
As auditorias revelaram que diversas amostras para análises de controle de qualidade não eram representativas dos lotes produzidos, o que poderia comprometer a segurança dos medicamentos desenvolvidos. Além disso, a presença de operadores sem equipamento de proteção adequado em áreas assépticas levantou preocupações significativas sobre práticas seguras de fabricação.
Por que a multa do EMS não atingiu o valor máximo possível?
Embora as infrações tenham sido categorizadas como “muito graves”, a EMS só foi multada por infrações consideradas “menores”. A multa máxima para esse tipo de infração seria de R$ 75 mil; porém, ficou estipulado que a empresa pagaria o dobro desse valor. Esta decisão baseou-se numa análise da gravidade das violações e na decisão de reconhecer melhorias subsequentes feitas pela EMS em resposta a questões levantadas durante as inspeções.
Como a EMS respondeu às inspeções e notificações da Anvisa?
Desde a inspeção inicial em 2015, a EMS tem sido diligente em responder às recomendações da Anvisa. A empresa informou que todas as falhas identificadas foram imediatamente corrigidas. As inspeções subsequentes realizadas pela Anvisa resultaram em conclusões “satisfatórias” quanto ao cumprimento das Boas Práticas de Fabricação.
A EMS continua empenhada em investir na qualidade e segurança dos seus produtos e processos, enfatizando o seu compromisso com a inovação e a conformidade regulamentar. Recentemente, a empresa também anunciou que adotou protocolos de treinamento mais rígidos e investiu em novas tecnologias de monitoramento, visando prevenir recorrências.
O que esse caso significa para o setor farmacêutico no Brasil?
Este caso destaca a importância do cumprimento rigoroso das normas sanitárias no setor farmacêutico brasileiro. A atenção contínua às práticas de segurança e à precisão nos processos de fabricação é fundamental para garantir a qualidade dos produtos médicos e a segurança do paciente.
Além disso, organizações reguladoras como a Anvisa desempenham um papel crucial na manutenção dos elevados padrões exigidos para proteger a saúde pública, garantindo que todas as empresas farmacêuticas operem dentro das diretrizes legais e regulamentares.
Perguntas frequentes
- O que motivou a Anvisa a intensificar as fiscalizações no SME?
A intensificação ocorreu após reclamações e análise de relatórios internos que apontavam possíveis falhas na segurança sanitária, levando a fiscalizações mais rigorosas nas instalações. - A EMS teve sua produção interrompida pela Anvisa?
Não houve suspensão total das operações, mas alguns lotes foram submetidos a recall preventivo até que todas as pendências fossem resolvidas e melhorias fossem implementadas. - Que tipos de medicamentos foram produzidos na planta investigada?
A fábrica de Hortolândia é responsável pela produção de medicamentos genéricos e similares e linhas hospitalares, abrangendo diversas classes terapêuticas. - A multa da EMS pode servir de precedente para outras empresas do setor?
Sim, o caso pode ser entendido como um alerta para que outras farmacêuticas reforcem os procedimentos internos, evitando sanções e priorizando a segurança sanitária. - Como o consumidor pode ser afetado por falhas desse tipo?
Falhas nos processos de fabricação podem comprometer a qualidade, a eficácia e a segurança dos medicamentos, impactando diretamente a saúde dos consumidores. O papel da Anvisa é justamente mitigar esses riscos.





