Depois de ver seu nome no centro de uma polêmica ao questionar a atitude do ator Wagner Moura durante o discurso de aceitação no Globo de Ouroo ex-juiz de Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Samer Agicomentou sobre a repercussão e o intenso debate gerado nas redes sociais.
Como foram as críticas de Samer Agi à fala de Wagner Moura?
No centro da polêmica, Samer Agi destacou que Wagner Moura teria recorrido a uma “técnica de esquerda”, conceito que ele relaciona ao filósofo Arthur Schopenhauer no livro A arte de estar certo. Segundo o ex-juiz, o ator teria utilizado a chamada “técnica de estigmatização”, rotulando seu oponente com termos fortes para vencer o debate por meio de desqualificação, e não por confronto direto de ideias.
Para ilustrar o argumento, Agi citou o momento em que o ex-presidente foi chamado de “fascista”, alegando que esse tipo de rótulo deslegitimaria o alvo e intimidaria seus apoiadores, que temeriam ser associados ao mesmo estigma. Na sua opinião, palavras como “negacionista”, “genocida” e “fascista” funcionam como mecanismos de restrição do apoio político, gerando um efeito psicológico de distanciamento e constrangimento público. Veja a reação de Samer nas redes sociais:
Como Samer Agi relaciona a rotulagem com a política atual e a liberdade de crítica?
Ao desenvolver o argumento sobre a estigmatização, Samer Agi ampliou o foco para o cenário político contemporâneo, indicando que o fenômeno não se limitaria aos líderes, mas atingiria também seus apoiadores. Assim, quem critica o governo Lula, em sua opinião, corre o risco de ser automaticamente rotulado de “apoiador de Bolsonaro”, o que limitaria o debate público e a exigência de promessas de campanha.
O ex-magistrado também mencionou um movimento que atribui ao presidente Lula: ao ser chamado de “ladrão”, o ofendido poderia solicitar investigação e ação penal por injúria, por receber a imputação de determinada qualidade negativa. Para Agi, esse tipo de reação evidencia a tensão entre liberdade de expressão, proteção da honra e uso estratégico de rótulos no debate político brasileiro.
Qual é a responsabilidade das figuras públicas nas premiações?
Outro ponto relevante da manifestação de Samer Agi tratou da responsabilidade social das celebridades que discursam em eventos globais, como o Globo de Ouro. Reconheceu o mérito artístico de Wagner Moura, mas considerou que o ator desperdiçou a oportunidade de promover a unidade nacional ao optar por um discurso político perante um público internacional.
Na avaliação de Agi, personalidades com projeção externa teriam responsabilidade ampliada perante o país, podendo usar sua visibilidade para reduzir tensões ou destacar problemas pouco discutidos. Nesse contexto, sugeriu que, caso Moura ganhe o Oscar, use o palco para falar sobre denúncias envolvendo aposentados e supostos desvios de recursos públicos, tema que, segundo ele, ainda não foi analisado na Justiça.
Como a polêmica afetou as redes?
A publicação de Samer Agi sobre Wagner Moura teve ampla circulação nas redes sociais, com grande número de curtidas, comentários e compartilhamentos no X (antigo Twitter) e outras plataformas. A repercussão mostrou o interesse do público em discussões envolvendo política, cultura, cinema e o papel dos artistas brasileiros em eventos como o Globo de Ouro e, potencialmente, o Oscar.
Este episódio também evidencia a disputa sobre o que é considerado aceitável nos discursos das celebridades: por um lado, aqueles que defendem o direito às manifestações políticas nos palcos internacionais; de outro, vozes como a de Agi, que alertam para os riscos do reforço de rótulos, estigmas e polarização. Neste cenário, a própria expressão “técnica esquerdista” torna-se um novo rótulo inserido no debate sobre rotulagem.





