Quem anda na estrada também está sujeito a multas dos agentes de trânsito.

Nas cidades colombianas, o trânsito funciona como um grande cenário onde pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas compartilham o mesmo espaço. Essa convivência diária impacta diretamente no bem-estar da população, pois pequenos gestos de cuidado ou descuido podem representar segurança ou risco nas ruas e avenidas, o que reforça a necessidade de regras claras para organizar essa dinâmica.

O que é o Código Nacional de Trânsito da Colômbia?

O Código Nacional de Trânsito da Colômbiaformalizado pela Lei 769 de 2002, funciona como um manual que organiza o comportamento nas vias urbanas e rurais. Não trata apenas de velocidade, placas ou documentos de veículos, mas estabelece uma hierarquia de prioridades entre os diferentes modos de transporte.

Essa estrutura busca reduzir conflitos e evitar acidentes em um ambiente onde o fluxo de pessoas e veículos cresce continuamente. O código também orienta políticas públicas sobre mobilidade segura, servindo de base para campanhas educativas, fiscalização e planejamento viário em todo o país.

Créditos: depositphotos.com/Kzenon
Policial aplica multa – Créditos: depositphotos.com / Kzenon

Por que o Código Nacional de Trânsito prioriza o pedestre?

A prioridade do pedestre está ligada ao alto grau de exposição dessa pessoa nas ruas, sem carroceria, capacete obrigatório ou cinto de segurança. Quem caminha depende principalmente da atenção e do respeito dos demais usuários da estrada, por isso o código dedica um capítulo exclusivo a este grupo.

O texto reforça o direito de atravessar estradas em locais demarcados, de circular em calçadas livres de obstáculos e de ter faixas, passarelas e sinalização adequada. Ao mesmo tempo, destaca comportamentos de risco, como andar na estrada, permanecer em zonas ferroviárias sem autorização ou bloquear a passagem de outros peões.

Como as regras de trânsito colombianas impactam a rotina de um brasileiro?

Para um brasileiro na Colômbia, a maior mudança é o fim da impunidade para violações de pedestres. Ao contrário do Brasil, onde atravessar fora da faixa raramente gera punição, a lei colombiana trata os pedestres com rigor, exigindo disciplina rígida e prevendo sanções reais para quem coloca em risco a segurança no trânsito.

  • Risco financeiro imediato: Atravessar fora da faixa ou em áreas proibidas gera multa no valor do atual salário mínimo diário legal (aproximadamente 47.450 pesos colombianos em 2025), algo raramente aplicado no Brasil.
  • Responsabilidade civil e criminal: O brasileiro deve estar ciente de que, se sua imprudência causar um acidente (como causar a batida de um carro ao evitá-lo), poderá enfrentar ações judiciais e ter que pagar indenização, complicando sua situação como estrangeiro.
  • Proibição de trânsito “costurado”: O hábito de transitar entre veículos parados ou em marcha lenta é considerado infração grave, pois reduz a visibilidade mútua e aumenta o risco de atropelamento.
  • Infraestrutura obrigatória: Diferentemente do costume brasileiro de ignorar as passarelas na pressa, na Colômbia o uso dessas estruturas, bem como de semáforos e faixas sinalizadas, é obrigatório para evitar sanções.
  • Proteção legal condicional: Embora os peões tenham prioridade na hierarquia de trânsito, esta proteção legal é mais robusta quando estão no exercício das suas funções; em outras palavras, a lei protege aqueles que seguem a regra.
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Em suma, morar na Colômbia exige que os brasileiros incorporem a “direção defensiva” ao caminhar. Respeitar a sinalização não é apenas uma questão de segurança, mas uma necessidade financeira e jurídica para evitar multas e problemas jurídicos no país.

Tráfego - Créditos: depositphotos.com/XXLPhoto
Trânsito com muitos carros – Créditos: depositphotos.com/XXLPhoto

Quais comportamentos de pedestres podem gerar multa?

O Código Nacional de Trânsito da Colômbia prevê também sanções para os peões, especialmente quando a sua conduta aumenta o risco de acidentes. A travessia em locais não autorizados é um dos exemplos mais comuns, especialmente em áreas de tráfego intenso e com múltiplas faixas.

O código considera essa prática uma infração, pois obriga os motoristas a fazerem manobras bruscas e aumenta a chance de atropelamento. Nestas situações, os agentes de trânsito podem aplicar multa equivalente a um salário mínimo diário legal em vigor, que em 2025 corresponde a aproximadamente 47.450 pesos colombianosalém de eventual responsabilidade civil ou criminal em caso de acidente.

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Como os pedestres podem cumprir o Código Nacional de Trânsito?

O cumprimento das regras pelos pedestres depende de ações simples e repetidas no dia a dia, especialmente em áreas com tráfego intenso ou grande fluxo de transporte público. As campanhas de educação no trânsito reforçam que a prevenção começa com escolhas rotineiras, muitas vezes feitas em poucos segundos.

Entre as principais recomendações destacadas pelo código e pelos programas de segurança viária estão práticas de cuidados básicos, que aumentam a visibilidade dos pedestres e reduzem conflitos com veículos:

  • Use faixas, semáforos e passarelas sempre que existam no percurso;
  • Evite cruzar entre veículos paradoso que reduz a visibilidade recíproca;
  • Não ande nas estradas destinado a automóveis, motocicletas ou trens;
  • Respeite os sinais de trânsitomesmo quando a correria é grande;
  • Prestar atenção redobrada às crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Qual é o papel de outros atores na proteção de pedestres?

O Código Nacional de Trânsito da Colômbia não atribui a segurança dos pedestres apenas a quem caminha; motoristas, motociclistas e ciclistas também têm deveres claros. Devem respeitar os limites de velocidade, manter distância de segurança de quem atravessa e dar prioridade nas vias devidamente sinalizadas.

O código adota uma hierarquia de responsabilidade baseada na vulnerabilidade: quanto maior o potencial de danos do veículo, maior a obrigação de cuidar dos meios de transporte mais frágeis. Assim, a convivência nas estradas deixa de ser apenas uma disputa pelo “direito de passagem” e passa a ser um compromisso compartilhado com a preservação da vida e o uso adequado do espaço público.

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