Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de duas substâncias em cosméticos no Brasil, reforçando ações preventivas para proteger a saúde de consumidores e profissionais do setor de beleza, principalmente aqueles que têm contato frequente com esses produtos.
Quais substâncias são proibidas em esmaltes em gel e por que isso é importante?
As substâncias proibidas são o Óxido de Difenilfosfina (TPO) e a Dimetil-p-toluidina (DMPT), presentes em esmaltes de gel muito utilizados em salões de beleza. A investigação indica que estes compostos têm potencial cancerígeno e riscos associados ao uso prolongado.
A decisão da Anvisa é baseada em estudos que comprovaram os perigos dessas substâncias, acompanhando a tendência das regulamentações internacionais e priorizando sempre a saúde pública e a prevenção.
Como identificar esmaltes de gel que ainda contêm substâncias proibidas?
Os consumidores devem prestar atenção à leitura dos rótulos e ingredientes para evitar produtos que contenham essas substâncias. Saber identificar nomes alternativos de compostos é essencial para uma escolha consciente na hora de adquirir cosméticos.
Veja abaixo os principais nomes pelos quais essas substâncias podem aparecer nos esmaltes, o que facilita a verificação:
- TPO: Óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzoil) fosfina, Óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina, entre outros.
- DMPT/DTMA: N,N-dimetil-p-toluidina, Dimetiltolilamina, entre outros nomes alternativos.
Que medidas preventivas e padrões internacionais estão sendo adotados?
A Anvisa ressalta que se trata de uma medida preventiva, sem necessidade de alarme dos consumidores, e que as substituições podem ocorrer sem comprometer a qualidade dos cosméticos. Estas alternativas já são praticadas globalmente e visam garantir a segurança dos utilizadores finais.
A proibição segue padrões adotados por órgãos como a União Europeia, alinhando o Brasil às melhores práticas regulatórias e garantindo que produtos considerados inseguros em outros países também não sejam vendidos aqui.
Como as empresas podem se adaptar à nova regulamentação?
Empresas e estabelecimentos têm até 90 dias para interromper a venda e uso de produtos com substâncias proibidas, conforme estipula a Anvisa. O prazo foi criado para permitir ajustes nas formulações e retirada de itens irregulares do mercado.
O cumprimento da norma também incentiva a busca por inovações e alternativas nas fórmulas, ajudando a indústria a manter a segurança e a eficácia, além de fortalecer a confiança do consumidor nos produtos nacionais.





